
Como eliminar paradas não desejadas na sua fábrica
Você já parou para contar quanto sua fábrica perde a cada hora que uma máquina fica parada e como eliminar paradas não desejadas? E você sabe como eliminar paradas não desejadas na indústria? Não estamos falando apenas do custo direto da produção perdida. Pelo contrário, estamos falando do contexto geral: a mão de obra ociosa, o desperdício de matéria-prima que estava em processo, o cliente furioso porque a entrega atrasou, e aquela correria toda para consertar algo que deveria ter sido evitado desde o início. O downtime na indústria é um problema que ninguém gosta de conversar abertamente, pois é uma dor de cabeça que qualquer gestor de manutenção conhece bem. De fato, a verdade incômoda é essa: a maioria das paradas não programadas não acontecem por acaso. Elas são consequência de escolhas que você faz (ou deixa de fazer) muito antes da máquina quebrar. O verdadeiro custo do downtime na indústria atual é que vai te fazer pensar em como eliminar paradas não desejadas na sua fábrica. Primeiramente, vamos ser honestos. Quando você senta para fazer o orçamento de manutenção, provavelmente coloca uma linha para peças de reposição, outra para lubrificante, outra para vedantes. E você escolhe a opção mais barata, certo? Esse é o erro mais caro que você pode cometer. O impacto financeiro oculto reforça a importância de eliminar paradas não desejadas na sua fábrica Certamente, a conta não é simples, pois quando aquela máquina para de repente, você está perdendo muito mais do que você imagina. Cálculo Primeiro vem a produção parada. Se sua fábrica trabalha com margem de 30%, e você produz R$10 mil por hora, cada hora parada é R$3 mil em lucro cessante. Assim sendo, se a parada durar 4 horas (e as piores sempre duram), pronto: R$12 mil que desapareceram. Depois vem a equipe ociosa. Operadores, encarregados, técnicos de manutenção, todos esperando. Logo, são custos fixos que não geram receita naquele momento. Tem mais: a matéria-prima em processo. Se você estava no meio de um lote quando parou, aquele material pode ser perdido ou precisar ser reprocessado. Apesar disso, isso não está na sua conta de downtime, mas deveria estar. E não vamos esquecer do atraso nas entregas. O cliente já estava contando com aquele produto. Por isso, agora você oferece um desconto para não perder a venda, ou pior, acaba perdendo do mesmo jeito. Em suma, a realidade é que o downtime na indústria custa entre 3 e 5 vezes mais do que você está calculando neste momento. Desgaste prematuro e o risco de falhas catastróficas em equipamentos Agora vamos falar sobre o que causa essas paradas. Você conhece aquela máquina que funciona “mais ou menos bem”, mas está sempre dando problema? O rolamento aguenta demais, a correia solta, o vedante vaza? Aquilo não é coincidência. Pelo contrário, é o resultado de um ambiente interno que ficou degradado. Quando você usa um lubrificante inadequado ou um vedante que não aguenta a pressão real da operação, você não está economizando dinheiro. Na verdade, você está comprando paradas futuras no atacado. O desgaste começa devagar. Imperceptível. Porém, depois acelera. E quando você menos espera, passa do ponto de não retorno. Como resultado, o rolamento solta peças dentro do óleo, a engrenagem começa a fazer barulho, o equipamento inteiro fica comprometido. Inegavelmente, isso é uma falha catastrófica. E sabe o que é pior? Quando a falha é catastrófica, você não está só consertando o componente que falhou. Adicionalmente, você está pagando por: Desmontagem completa do equipamento Limpeza interna (porque entrou sucata lá dentro) Troca de múltiplas peças Possível parada de toda a linha (não só daquela máquina) Perda de horas de engenharia para diagnosticar Dessa forma, é aqui que entra o orçamento que você “economizou” comprando lubrificante barato que em uma única manhã já precisa de um reparo de emergência. Por que a lubrificação inadequada é a maior vilã da manutenção? Se você quer eliminar paradas não desejadas na sua fábrica! Vamos ser diretos: a maioria das falhas mecânicas que você vê acontecer poderia ter sido evitada com uma decisão correta sobre o lubrificante industrial que você escolheu. Mas por que? Porquê a lubrificação é ciência. É tribologia. Ou seja, é a física de como duas superfícies se comportam quando se encontram sob pressão, calor e movimento. Atrito severo e a elevação extrema de temperatura nos componentes Imagine dois metais se tocando diretamente, muitas vezes por segundo, sob carga. Sem uma película lubrificante adequada, você tem atrito puro. E o atrito puro gera calor. Muito calor. Quando você usa um lubrificante que não é forte o suficiente para aquela aplicação, a película entre os metais fica fina demais. As asperezas das superfícies começam a se tocar. O calor sobe. Consequentemente, a temperatura dentro do componente pode passar de 80°C para 120°C, 140°C. Em alguns casos, mais. Assim começa a destruição. O óleo começa a se degradar (oxidação). O metal começa a se decompor na superfície (microfissuras). Os aditivos do lubrificante se consomem. Sendo assim, tudo piora cada vez mais rápido. Você já viu aquele equipamento que “queimou o óleo”? Aquele que esquenta demais e o óleo fica preto e pegajoso em poucos meses? Pois é. Não é um problema de qualidade do óleo necessariamente. Pelo contrário, é um problema de escolha errada de viscosidade e aditivos para aquela aplicação específica. Contaminação de sistemas e degradação acelerada de rolamentos Não saber disso impede de eliminar paradas não desejadas na sua fábrica. Um ambiente industrial é agressivo. Poeira, umidade, produtos químicos no ar, tudo quer entrar no seu sistema de lubrificação. Quando o lubrificante é fraco, ele não consegue fazer sua função de barreira. A contaminação entra. As partículas começam a se acumular. E você sabe o que partículas fazem dentro de um rolamento? Viram ferramentas de corte microscópicas. O rolamento que deveria durar 3 anos passa a durar 6 meses. Tem mais: quando você tem contaminação dentro do sistema, a degradação é exponencial. Partículas criam mais partículas. A viscosidade
